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domingo, 16 de março de 2014

O verde do sertão

ES: “Brasil es un país de muchos paisajes y riquezas desconocidos” es como empieza este video (disponible apenas en portugués) de un periódico cearense. Las imágenes capturadas se pasan en Ceará, uno de los estados brasileños que suele sufrir con los períodos de seca. Aun así hay “oasis” con un aporte pluvial que mantiene increíbles áreas verdes de donde emana toda suerte de vida en bichos y plantas de la más bella diversidad. Estos sitios se configuran como pedazos de Mata atlántica, esparcidos en varias zonas del estado, a ejemplo de la Serra da Ibiapaba y de la Serra da Meruoca.

¡Es de verdad increíble! Hay verde por todos los lados a los que se alza la vista. Podéis ver un poquito en este video, que en realidad es solo una llamada para el reportaje del periódico cearense Diário do Nordeste sobre los paisajes verdes de la región.

Hay otras zonas de Mata atlántica, como la Chapada do Araripe, al sur del estado de Ceará, en la ciudad de Crato. Ella también tuvo lugar en un reportaje en dicho periódico.  

En contrapartida a todo esto, prácticamente no hay preservación, consciencia ambiental, censo de colectividad, de proteger lo nuestro. El pensamiento general es disfrutar, disfrutar y disfrutar. Sacarle todo al medio ambiente. Si algo queda al fin, pues es lucro, porque todavía hay de donde sacar fácilmente las cosas, frutas, madera para muebles, etc. Sí, desafortunadamente es lo que parece que piensan la mayoría de los brasileños.

Me deja muy triste que uno no cuide de lo suyo mientras hay tiempo para hacerlo. Sobre todo cuando esto no afecta solo al suyo, sino a todos. Pero el tiempo, de la misma manera que la naturaleza, se desgasta. Toca cuidárselos antes que el tiempo se nos lleve a nosotros bajo tierra o que la naturaleza se la lleve toda la Tierra, bajo vulcanos, tsunamis u otros fenómenos que demuestran su rabia con el tratamiento que esta tierra (no) recibe de los humanos.

PT: Como seria lindo que, no Brasil, nos preocupássemos - enquanto ainda há tempo - com nossas riquezas naturais. Consciência ambiental e preservação, no entanto, parecem ser valores não cultivados nestas paragens. Mas um dia a natureza dá o troco e contra a natureza em fúria mesmo o mais inteligente dos animais, o homem, brindado por Deus com a razão, pouco pode fazer.

O que me motivou a escrever foi uma reportagem especial do Diário do Nordeste intitulada "O verde do sertão". Um dos textos fala sobre a cidade Crato como um oásis no meio do sertão. Tendo nascido neste município, já tive oportunidade de visitar a Floresta Nacional do Araripe algumas vezes. É um lugar incrível. Se lá, que é uma zona de preservação ambiental, encontramos lixo no meio da mata, nem falo da cidade, em que a todo momento vejo gente jogando lixo dos veículos para a rua, o que muito me entristece. E nos ônibus então, a situação parece ainda pior. A cidade quase não tem lixeiras e isso é um problema. Porém o que custa seguir viagem com o pacote de biscoito (ou seja lá qual for o objeto) consigo mesmo até encontrar uma lixeira ao invés de poluir o próprio local se vive? Pelo que vejo, a maioria das pessoas não está aí.

Não tenho poder de enfiar consciência ambiental em mentes alheias. Tampouco estou livre de deslizes. Mas a minha parte pretendo fazer.

Para ver o vídeo feito pelo Diário do Nordeste no intuito de divulgar a matéria especial, basta clicar aqui. É lindo quando começa a chover. Simples, mas lindo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A polícia é que dá mole para os ladrões


Com um título desses “Brasileiros dão moleza para os ladrões”, fiz careta assim que li. Que história é essa de que nós damos moleza para os ladrões?! A polícia é que dá mole para os ladrões, o Governo é que não cumpre seu papel direito. Daí sobra pros jornalistas escreverem que os cidadãos estão dando mole pros ladrões. Ah, tenha santa paciência! Deveria haver segurança pública e tranquilidade nas ruas. Deveríamos andar sem bolsas ou mochilas: celular no bolso e carteira na mão. Era assim que ia fazer compras em Santiago de Compostela.

Aí só porque citei uma cidade da Europa, já vem gente dizer que não posso comparar, porque são mundos diferentes, culturas diferentes, bla bla bla. É lógico que são diferentes; o que não me impede, o que não NOS impede de nos compararmos a eles. Só porque somos diferentes vamos nivelar por baixo e nos comparar com cidades em que a criminalidade é lá em cima?! Não, senhor.

E mais, somos diferentes por um lado, mas por outro somos bem iguais: somos seres humanos, seres sociais – como defende Berger. Ao invés de cuidar cada vez mais da nossa individualidade, com fones de ouvido, tablets, ipads, ipods, notebooks e mais e mais coisas que estimulam a individualidade, deveríamos cuidar do coletivo, da coletividade.  Deveríamos falar mais do nosso, não do meu. Peço que o leitor não interprete que sou contra tecnologia, só acho que deve haver um EQUILÍBRIO.

Mas voltando ao tema, “não senhor”, como escrevi anteriormente. Não é a população que deve ter medo dos bandidos. São os bandidos que devem ter medo da população, porque a população é guardada por uma polícia eficaz, que evita os crimes, que os combate, que prende os ladrões – não somente os de galinha –, que protege a população. Por acaso não é esta a função da polícia? Proteger o Estado, preservar o bem estar social?! Do jeito que está hoje, essas palavras bonitas parecem até utopia. Mas não são, insisto que não.

E o Estado também deveria ser mais atuante, deveria punir os policiais corruptos, investir em educação, rever as políticas públicas e, acima de tudo, valorizar o cidadão, o todo – torno a falar –, o coletivo, o nosso.

Não culpo o jornalista, que escreveu tão bem, por sinal. Ele não tem culpa de nada, só está fazendo o papel que lhe cabe. Minha crítica vai bem além disso e vai no sentido de uma visão do todo, porque eu tenho esperança de que as coisas funcionem e funcionem bem. Onde?! Aqui mesmo, no Brasil.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Não custa nada cuidar do que é nosso



Há muitos buracos em Fortaleza. Ruas desviadas, lixo nas vias públicas, flanelinhas e mendigos aos montes. Lógico que existem problemas e ainda temos muito o que melhorar. Mas, fala sério, Fortaleza é uma cidade bonita. O Ceará é um estado muito rico em cultura, tradições, história, belezas naturais. O que acontece muitas vezes é que, nós mesmos, não olhamos para o que há de bom aqui. Teimamos em só reparar nos buracos, no lixo, nas filas. "A grama do vizinho é sempre mais verde".

A Copa está chegando e com ela muitas melhorias. Ok, o Campeonato não resolverá nossos problemas. Alguns que já passam de uma década, como o metrô, que finalmente vai acontecer. Porém muita coisa está havendo, muita coisa boa. Se tudo isso aí no vídeo estiver desse jeitinho em 2014, poxa, vai ser bom demais. E vai caber a nós conversar tudo isso quando a Copa acabar. Aí o sujeito se questiona: e o que é que eu posso fazer? Tanta coisa, que ele nem imagina. E uma delas é bem simples: não jogar lixo no chão.

Minha irmã é graduada em Turismo e cresci ouvindo-a dizer o bordão "não jogue lixo na rua, se não o turista não volta". Concordo, mas acredito que não devemos jogar lixo no chão simplesmente porque é nosso. Se o fazemos, sujamos nossa casa, nossa rua, nosso Estado. É esse senso de coletividade que a gente precisa trabalhar mais aqui no Brasil.

Acredite, só em colocar o lixo em lixeiras você já estará fazendo muita coisa. E é algo realmente simples. E se praticar a coleta seletiva, então, melhor ainda! Não custa nada cuidar do que é nosso.